Depoimentos das Mães


Marlene Xavier
Montes Claros, MG

“Quando perdemos um filho, nos tornamos eternamente mutiladas; e a nossa imagem é o reflexo da dor e da saudade, que serão nossas eternas companheiras.”

Eleonora Pereira
Recife, PE

"21 de maio de 1986 foi o dia mas feliz da minha vida. Nesse dia Deus me abençoou para que eu desse à luz um lindo bebê com bochechas rosadas, lábios vermelhos e carnudos, uma pessoa que me fez muito feliz quando deu os primeiros passos, o primeiro sorriso, quando me chamou de mamãe, a ida à escola e a primeira febre, enquanto amamentei até os dois anos, enquanto pude abraça-lo e beijá-lo. O dia 16 de outubro de 2010 foi o mais triste da minha vida. Encontrei o meu filho brutalmente espancado no hospital, em coma induzido e semimorto. Doeu muito ver meu filho daquele jeito, com olho roxo e afundamento do crânio. No dia seguinte eu recebi um telefonema dizendo que o meu filho tinha falecido. Foi a queda total. Tive que organizar o velório do meu melhor amigo, companheiro e confidente. Hoje sinto um grande vazio, que procuro preencher com a luta contra a violência, homofobia, preconceito e a descriminação."

Edith Modesto
São Paulo, SP

"É muito difícil ainda para os pais ter filhos diferentes, o preconceito é internalizado desde que nascemos... Minha maior alegria no processo de reconhecer meu filho gay foi que me tornei uma pessoa melhor. Se eu não tivesse um filho gay eu ainda seria preconceituosa como eu era. Quando você trabalha para diminuir um preconceito, automaticamente está diminuindo todos os demais. Eu me tornei uma pessoa melhor, e fico feliz com isso. Temos que respeitar a fé das pessoas que tem religião, e tentar mostrar a elas que, se Deus é amor, a religião deve falar de amor, de solidariedade, de aceitação das diferenças, e não sobre discriminação, intolerância e ódio. Digo sempre ao meu filho que eu o amo muito, e que ele é meu filho querido como os outros."


Yara
Maceió, AL


“Eu entrego ele nas mãos de Deus, porque cada um tem a sua individualidade. Ele tem a dele e eu tenho a minha. Peço muito a Deus por ele. Nós, em geral, estamos vulneráveis, não só homossexual, mas ele como sendo homossexual tem muito mais vulnerabilidade para [sofrer] violência. E eu peço muito a Deus.”



Graça Cabral
Brasília - DF

“Tenho uma filha hetero e um filho gay. Me orgulho dos dois com a mesma intensidade. Nunca tive problemas com a orientação sexual do meu filho. Pelo contrário. A saida do armário de meu filho, além de ter me trazido uma grande alivio por saber que agora ele poderia ser feliz, também me fez ver o mundo e as pessoas com um outro olhar. Hoje, eu gostaria que todas as mães de LGBTs pudessem fazer o mesmo que nós, Mães pela Igualdade. 



Clarice Cruz Pires
São Paulo, SP

"Eu aceitei a homossexualidade do meu filho desde o primeiro momento em que eu fiquei sabendo. Antes de  descobrir a verdade, eu achei que ele estava envolvido com drogas, porque ele era muito triste, muito quieto, muito afastado… Um dia ele chegou em casa chorando, dizendo que estava com dor de cabeça, pôs o travesseiro na cabeça e disse que tinha vergonha de me contar o que estava acontecendo, aí eu perguntei para ele: você não gosta de mulher, né? Aí ele afirmou que era homossexual, e que desde os nove anos ele já sabia que ele era diferente. Para mim este processo de descoberta da homossexualidade do meu filho foi o começo da família, e não o fim! Nós ficamos mais unidos. Eu senti que isto serviu para unir mais ainda os irmãos. Só tenho estas palavras para dizer a ele: 'amo você do jeito que você é. Você é maravilhoso'. Eu só tenho alegria com ele; com meus três filhos eu só tenho alegrias."


Raquel Gomes
Curitiba, PR

"Me sinto muito feliz e lisonjeada em poder falar de  meus filhos, que amo muito. O mais novo é gay. Sinto orgulho dele filho, de sua garra, de sua força, e sua responsabilidade. Ser homossexual e ser mãe de homossexual muitas vezes não é fácil. Mas é uma questão de bom senso, de inteligência, de boa educação, de amor ao próximo e de não julgarmos as pessoas, de nos colocarmos no lugar do outroSou muito amiga de meu filho gay, de seus amigos e namorados. Formamos uma família alegre e feliz, e sou privilegiada por ser aceita e amada por eles. Não permitirei preconceito; sempre que posso, faço a minha parte. Mães, façam a sua parte dando a liberdade a seus filhos e filhas, e exigindo que ela seja cumprida."
Iracy De Souza Botelho
Brasília, DF

“Depois de ter a certeza que meu filho era gay, posso dizer que nada mudou, pois sempre o amei. Tive cinco filhos e para mim todos são iguais. Sinto-me à vontade para falar de meu filho aos meus amigos, não escondo nada nem mesmo da família. Eu, os irmãos e o pai, agora falecido, temos admiração e orgulho dele pois é uma pessoa especial, sensível, muito inteligente. Um grande professor, e muito amado por toda a família. É um filho igual aos meus outros."


Jacinta Fonte
Brasília, DF

"Felizmente, a cultura ocidental aos poucos está mudando. Hoje, filmes comoventes e sensíveis, documentários e programas de televisão estão aparecendo com frequente regularidade, assim como monografias, teses e estudos acadêmicos sobre a transformação social e repercussão das famílias homoafetivas. Esse é um testemunho adicional de mudanças dos temas sobre o chegar dessa nova família, o respeito a seus direitos e lutas contra a discriminação e exclusão social."



Maria do Amaral
Curitiba, PR

"Ao longo da fase de crescimento do meu segundo filho, fui percebendo que ele não agia, nem tinha comportamento 'normal' de menino e insistia em hábitos, brincadeiras e atitudes que eram ditas como de meninas. Na adolescência, o conflito se estabeleceu. Minha filha só pedia respeito, entendimento, compreensão e o principal: acolhimento da mãe. Independente de todas as nossas discussões, jamais deixei de acolher, de dar afeto e carinho de mãe, pois se tratava de uma pessoa que eu mesma gerei, e que muito desejei. Lembro bem do meu desejo da segunda gestação, que era de ter uma filha, e posso afirmar que tenho como realizado, pois nesta gravidez gerei uma filha transexual. Ao longo de nossas vidas tivemos muitos conflitos, mas hoje posso afirmar o meu entendimento do verdadeiro EU da minha filha. Hoje nós nos respeitamos e eu a reconheço como minha filha, a Carla."

Suzanna de Assis Sampaio Pinto
Brasília, DF

"Meu filho mais velho tem 23 anos, e é heterossexual, meu filho do meio tem 21 anos, é homossexual, e minha filha mais nova por enquanto não sei se é bissexual ou se é lésbica, ela mesma está em dúvida. Minha única preocupação em relação à homossexualidade dos meus filhos são estes ataques homofóbicos. Apenas isso, porque, do contrário, meu filho estuda, trabalha, é uma pessoa agradável, se dá bem com todo mundo, não faz mal a ninguém. Um dia ele falou: 'mãe, eu tenho medo que as pessoas não me aceitem por que eu sou assim…' Respondi: 'assim como? Um menino tão bom?'. Eu me orgulho muito dos meus três filhos, não os queria diferentes do que são. Somos uma família feliz, e quero que continuemos assim. Se eu tivesse que gerá-los novamente, queria que eles fossem tal como são, sem mudar nada, porque assim eles cresceram do meu lado!"



Izilda Gennari
Brasília, DF

"Nos dias atuais, a vida moderna é muito corrida, a luta pela resolução dos problemas deixa o ser humano cada vez mais cansado, estressado, e às vezes esquecemos de dar o devido valor para quem está pertinho da gente, dentro do nosso coração. Graças a Deus, consigo ultrapassar essa pressão toda e enxergo claramente o presente que um filho representa para uma mãe. É como amar alguém além de mim mesma, independente de qualquer coisa. Tenho orgulho, amor, coragem pro que der e vier e considero-me abençoada por ser mãe de uma moça tão iluminada, uma flor linda por dentro e por fora!!!"


Marly Vilela de Mello
Rio de Janeiro, RJ

"Minha neta descobriu-se bissexual com 15 anos. Inicialmente, eu não a apoiava, mas com o tempo fui mudando meu olhar, fui reaprendendo valores. Se era essa sua orientação sexual, tive que entender que é a vida dela e agora estou aqui para apoiá-la. Se eu não a respeitasse, como poderia cobrar o mesmo do mundo aí fora? Se as pessoas respeitassem o sentimento das outras, não haveria tanto preconceito e discriminação e, consequentemente, não haveria tanta revolta. Minha neta é um pessoa como todas as outras, tem seus desejos, seus objetivos e potencialidades, como todas as pessoas. Eu estou aqui pronta para apoiá-la e ajudá-la a vencer na vida. Aprendi e aprendo muito com ela. Hoje consigo ver e compreender melhor a diversidade que existe no mundo, e vejo como é necessário lutar pela igualdade."





Georgina Martins
Rio de Janeiro, RJ

"Aprendi com meus pais a respeitar os outros. Eles - apesar de não possuírem educação formal, me educaram para respeitar o próximo. Lá em casa havia um princípio ético básico de convivência que norteou toda a minha educação, e que hoje orienta a minha prática como professora, escritora e mãe de três filhos do sexo masculino: não faça com os outros aquilo que você não quer que façam com você. Quando meu segundo filho Camilo, aos 14 anos, me procurou e muito nervoso disse que era gay, que já havia tentado ficar com meninas, mas não gostava. Gostava mesmos era de meninos. Nos abraçamos e eu contei a ele que sempre soubera disso, e disse que o importante era ele ser felizHoje, ele está com 17 anos e muito feliz. Tem um namorado que frequenta a nossa casa, e estuda em uma escola muito boa onde, coincidentemente, há vários alunos gays. Os irmãos e os amigos o respeitam e o admiram muito, e eu também. Ele é um menino muito legal: alegre, solidário e honesto. Valores que eu prezo muito."

Dinalva
Maceió, AL

“Acho que a gente por ser evangélica, jamais deve discriminar, a gente tem mais é que orar, pedir para Deus abençoar, dá livramento das coisas que acontecem na rua... ligo para ele a cada dez minutos para saber como ele está.”


Lilia Arruda
Campinas, SP


"Não tem nem cabimento este pensamento, de que a homossexualidade representa o fim da família. É uma família diferente, mas é uma família! No fim é tudo igual. 
Nossa família é pequena, somos só nós três: eu, meu marido e meu filho. Os outros membros da nossa família, tios, primos, etc, aceitaram bem a homossexualidade dele, aparentemente. Entre nós três foi difícil, no começo, não vou falar que foi fácil, pois sabemos que é mais difícil ser homossexual numa sociedade cheia de preconceito, mas foi bem aceito por mim e pelo meu marido. Eu ficava pensando na dificuldade, que seria mais difícil para ele a vida, para enfrentar as muitas coisas que viriam. Apesar de que ele já enfrentava preconceitos antes de descobrir-se, antes de ter certeza que era homossexual, ele já vinha sofrendo o bullyng, por ser um menino sensível e com um jeito diferente. O Bullyng, palavra que agora está tão na moda, ele já vinha sofrendo há muito tempo. Atualmente ele lida muito bem com isso, minha maior preocupação está nos outros e no preconceito que existe. O mais difícil para mim sempre foi vê-lo sofrer preconceito na escola, mas depois que ele ficou adulto melhorou muito. Até mesmo no ônibus os meninos mexiam com ele, para mim também era muito difícil mesmo.
O fato de ter um homossexual na família obriga as pessoas desta família a ter um contato maior com outra realidade e aceitar mais as pessoas, esta foi a maior lição do meu filho para nós. Mudei como pessoa, passei a ter mais aceitação do diferente, era uma coisa tão afastada e longe, e agente não sabia como lidar com isso, como encarar, e nosso filho trouxe todo este mundo para perto. É preciso estar aberto e compreender, conversar, para acolher este filho e tentar ajudá-lo o máximo possível.
Se o que os homossexuais mais querem é casar, como a homossexualidade pode representar o fim da família?! Não tem nem cabimento este pensamento, de que a homossexualidade representa o fim da família. É uma família diferente, mas é uma família! No fim é tudo igual.
Eu me orgulho bastante da trajetória do meu filho, de onde ele chegou, de tudo que ele faz pela causa da diversidade sexual, eu o admiro bastante."


                                                         


Maria Cláudia Cabral - RJ

Amor é maior que tudo e a maternidade é uma excelente oportunidade de aprender o Amor em sua mais sublime e completa tradução. Minha filha me ensinou desde que chegou ao mundo o real significado do Amor. Dei a ela a vida e isso é muito. Em contrapartida ela me deu a possibilidade de olhar para meus limites humanos, superar medos, buscar respostas para dúvidas, desenvolver a coragem e a força, me organizar coletivamente para defender o reconhecimento dos direitos que ela tem como mulher lésbica. Sua presença me fez um ser humano melhor, e por isso sou imensamente grata. Minha filha [e meu filho] são meu maior orgulho. Seres humanos íntegros e capazes de serem honestos com eles mesmos, com coragem para seguir atrás de seus sonhos. 


18 comentários:

  1. Sinto-me emocionado e completamente tomado por uma doce fragrância de ternura quando leio e releio tais depoimentos. É de uma delicadeza tão intensa e de uma força tão brutal (no sentido bom do termo) saber que existem mães em prol de suas crias e em prol de outras crias. Gostaria muito que minha mãe fosse ativista dessa forma, não sei, sinto que apesar de não brigarmos mais e pouco nos estranhos nesta fase , mas não me sinto completamente livre, penso que estou morrendo em vida por mais que ela tenha conhecimento da minha sexualidade. Vejo que, não consigo construir e/ou reconstruir com minha mãe algo que eu tinha quando aos 5,7,10 anos de idade, quando ansiava por sua chegada e com boas vindas, talvez sua chegada não seja o melhor remédio durante os ultimos anos, o alivio que antes apaziguava minha alma, hoje se tornou pontos de interrogação, vários, que me assombram e me questionam " Quando serás de fato livre?" " Qual o momento em que seu coração dará lugar ao pleno amor e deixarás o ódio, vingança e depressão? , não sei responder, é o que me da medo, não obter respostas de algo que pertence tão somente a mim, me desconheço, não reconheço e talvez, quem sabe, o tempo se torne curto para correr atrás do grito de independência. Deixei o barco me levar, levando, levando, levando, sem medo de me afogar mas com receio de não voltar. Victor Lopes (Cuiabá/MT)

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    1. Oi, Victor! Estarei em Cuiabá no próximo dia 04/12. Caso conheça Mães que tenham interesse em sair do armário, ou caso queira que eu converse com sua mãe e apresente o grupo a ela, não hesite em nos contatar. Maria

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    2. Maria,
      Sim, sem dúvidas, desejo sim que isso aconteça. Como posso contacta-la?!

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  2. Olá, estou a sofrer ainda aquela fase de dor perante a possibilidade da minha filha se tornar homem. Resisto perante o sofrimento de a ver desaparecer sob a masculinidade, pois me habituei à sua voz melodiosa que irá desaparecer para sempre, assim que o tratamento hormonal comece a atuar. Não quero descriminar, amo de mais essa filha, mas estou numa angustia enorme que não me deixa nem raciocinar direito, pensando que a vou perder para sempre e tenho que ter amor para o novo ser que irá nascer do sofrimento de nós 2. E
    Em primeiro lugar quero arranjar reservas emocionais, sei lá de onde, para encarar essa «morte», e ter logo força para ajudá-la/o a enfrentar a sociedade e lutar pelos seus direitos.
    Maria

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    1. Olá, Maria!

      Espero que seu filho esteja feliz e liberto do corpo de menina que o aprisiona(va). Desejo que você esteja com o coração tranquilo e percebendo que o Amor não morre, menos ainda o Amor materno. Ele é a mesma pessoa, só que num corpo que o representa, numa veste que é confortável para ele e não numa prisão. Muito Amor aos dois!

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  3. Meu filho me disse: Mãe acho que estou gostando de meninos. Foi um baque enorme. Nunca tive preconceito mais confesso que pela ignorância o pensamento que me veio na ocasião foi: meu filho vai sofrer, não vou ser avó, foi um coquetel de sentimentos, Estava confusa, o abraçava como se eu quisesse que voltasse para minha barriga. Não sabia o que queria fazer, se olhava para ele ou continuava ali o abraçando como se esse momento não estivesse acontecendo. Eu sentia o seu corpo tremer de tanto que chorava e vi que naquele momento ele precisava mais de mim do que eu dele. Percebi o quanto ele confiava em mim falando do seu mundo mais íntimo com uma verdade absoluta com seus 14 anos. Que enxurrada de emoções, duplicidade de sentimentos, sensação de inercia e ao mesmo tempo de força, coragem e respeito por todo esse ciclo intenso de emoções. No início não foi fácil, o abracei e disse: eu te amo, antes de ser sua mãe, sou sua amiga e estou aqui para passarmos por esse momento juntos, não sei o que fazer nem como fazer e sei que não sabe também, mais vamos passar juntos e ajudar um ao outro, vamos iniciar e passar por esse processo juntos. Foi doloroso, pois nós nos deixamos viajar pela nossa imaginação e ignorância de acharmos que os mundos são diferentes e separados e eles não o são. A minha experiência foi muito rica, após vivermos muitos momentos confusos, encarmos e crescemos juntos com eles. Aos 14 anos assumir sua condição sexual, foi o ato mais bonito, brilhante e de confiança do meu filho e me orgulho muito por isso. Não sabia nada direito e crescemos, vivenciamos e passamos por esse processo de transição de forma espetacular, crescemos como seres humanos. Aprendi a me humanizar e não julgar, aprendi a não questionar e sim respeitar, aprendi que as limitações estão entrelaçadas em nossos pensamento e sentimentos, e é preciso aprender a desfazer os nós e ter sabedoria do amor sublime, é preciso deixar vir a tona os nossos sentimentos e falar sobre eles sem medo, se for preciso chorar que choremos juntos com honestidade de pensamento mais com a pureza do coração. Foi o momento mais mágico e mais íntimo que tive com meu filho, pois crescemos juntos. A maior e melhor forma de amor ver o meu filho renascer e ser muito amado por isso vivendo o que ele realmente é na sua essência. Quando me disse: Mãe realmente eu sou gay, o abracei e lhe disse: Meu filho te amo e quero que seja muito feliz. Preste atenção o que vou lhe dizer: O mundo não é gay! Por isso seja feliz sendo você mesmo, tenha os seus valores, seu caráter e não mostre para a sociedade o que não é. Não tenha medo, assuma o que é realmente e quem quiser gostar de você, vai gostar pelo que você é, nunca se esconda para a sociedade, tenha seu espaço e seja respeitando sendo o que você é na sua essência, eu sei que será muito feliz. Foi essa frase que disse para o meu filho. Somos felizes todos nós o amamos muito, ele e o irmão são muito amigos e se respeitam, os amo sem a menor diferença e nos relacionamos de forma muito simples com pureza de coração. Quando está namorando, recebo o seu namorado com carinho e amor, seu namorado dorme em minha casa como dorme a namorada do meu outro filho. Quando se tem respeito e amor, nada se destróis, se constrói. Marcelo Carvalho Loureiro te amamos e temos muito orgulho do homem que você está se tornando. Eu Iruaci Carvalho sua mãe dou esse depoimento com maior orgulho e admiração. Te amo. As Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais mando o meu grande abraço com carinho e sejam felizes. Iruaci Carvalho

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    1. Belíssimo depoismento, Iruaci! Esse é o espírito que nos anima a todas, Mães pela Igualdade.

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  4. Olá Maria. Vi agora o seu comentário. O que sentimos é o que está cheio o nosso coração, entendo você e me coloco no seu lugar, mais veja bem você diz: a minha filha vai se tornar homem vai sumir aquela voz melodiosa, você fala com amor á sua filha. Pense que sua filha vai passar por um processo que precisa que você esteja junto, o seu sentimento é único não vai mudar porque ele já existe ai dentro de você, tente ver pelo lado do amor, esqueça que ela vai se tornar homem como você o diz, sinta, perceba, respeite a ame a pessoa que saiu das suas entranhas. Tente ver sempre pelo lado do amor. Mude o seu sentimento e com certeza tudo mudará também, pois sua filha já tomou a decisão que a fará feliz. Pense se você gostaria de vê-la triste com seu amor sendo modificado, Não mude, aumente o seu amor e tenha percepção de que o amor não tem sexo. Espero que você se encontre com a essência do sentimento de vocês. Grande abraço sucesso e seja feliz.

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  5. Oi, boa noite. Sou o Ilton Porto, estudante de Jornalismo. Estou elaborando uma revista para uma ONG LGBT na cidade onde estudo. Eu achei esses depoimentos lindíssimos; é muito bonito ver mães amando e aceitando seus filhos. Eu gostaria de saber se eu posso colocar esses depoimentos na revista da ONG com os seus devidos créditos. Desde já, agradeço. Viva o amor, a diversidade e a humanidade!

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  6. Olá Ilton!
    Vou compartilhar a sua pergunta com as outras mães e te respondo.
    Abraço

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  7. OI pessoal! Sou Renata, mora em Campos dos Goytacazes no RJ.
    Tenho um filho de 11, e hoje ele me pediu para fazer ginástica olimpica ele nunca gostou de bola me pediu uma boneca aos 2 anos. Meu coração diz que ele irá ser homossexual, todos esses anos sempre tive meu coração apertado mas ao mesmo tempo me preparo para o dia em que ele chegará em casa me dizendo: Sou gay

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  8. Boa Tarde, sou estudante de Mestrado e meu tema de pesquisa é voltado a violência contra a população LGBT, gostaria de poder entrar em contato com vcs para conversarmos um pouco, via telefone ou redes sociais, caso tenham disponibilidade envia um e-mail para agendarmos um momento (moisesmenezesmm@yahoo.com.br) obrigado.

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  9. Criei meu filho sem me preocupar se era hetero"tinha certeza que sim" ao 10 anos entrou numa escola militar, sempre foi brilhante, frequentávamos a igreja evangélica, pra mim estava tudo bem, aos 17 ingressou na faculdade curso de Engenharia, por vezes ele tinha crises de choro e dizia: Eu não aguento mais! eu dizia mas o que é? é tudo mãe! Faculdade integral, falta de dinheiro, tudo. Eu me resiquinava apenas nas dificuldades, em citações sobre homossexualidade ele sempre notou que era preconceituosa. Ele sempre foi muito masculino, as vezes eu comprava uma calça que estive na moda ou camiseta baby look tipo colada, ele pedia para trocar. Agora dia 4 de janeiro de 2016 ele me disse: Mae preciso tirar esse fardo de cima de mim, eu Bisexual, adoro mulheres, mas tenho atração por garotos, isso me consome desde o 13 anos, foram os piores da minha vida, tive vontade de lhe dizer, mas tive medo de ser expulso de casa, só preciso que me ame do mesmo jeito, não mudei, não posso escolher, senão todos os LGBT escolheriam ser heterossexuais, já que é um padrão aceitável na sociedade, bom a minha reação foi de choque total, meu corpo tremeu, beijei ele e no dia seguinte passei o dia tomando remédios, a noite quando chegou da faculdade fomos para praça conversamos por 3 horas e me disse que eu tinha que mudar meus conceitos porque ele tinha sofrido por todos esses anos e não tem medo, meu marido é evangélico e eu quero falar com ele, mas quero esperar um pouco, não sei se preciso dar satisfação a minha família ou simplesmente quando um deles me perguntar eu responder naturalmente. Tenho uma enorme preocupação pois no momento ele esta paquerando uma estudante da universidade dele e lí em alguns artigos que bisexual sofre mais por serem instáveis, tipo uma mulher se apaixona e ele diz sou bisexual: Como fica a cabeça dela?, meu teve uma paixão por uma moça no colégio, mas ela não o correspondeu, depois no último ano de escola ela quis ficar com ele, mas ele para se vingar não quis, disse que volta e meia ele da uma espiada no face dela. Hoje estou no terceiro dia de tantas novidades mas não precisei de calmamente, não perdi meu filho para drogas, ou morte, ganhei a confiança dele redobrada, por incrível que pareça ele esta alegre, geralmente estava sempre de mau humor. Palavras dele: Mãe a única coisa que importa é o amor da família, nada tem mais importância, pessoas que se amam andam de mãos dadas pelas ruas, parque, etc... O sexo é só consequência. Seu amor é meu porto seguro, não sei se vou casar com um homem ou mulher, não espere nada, apenas me ame. E eu vou lutar para sempre. Filho amado.

















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    1. Filhx amado será sempre amado. Nossxs filhxs não mudam porque revelam ser diferentes da maioria. São xs mesmxs filhxs carinhosxs, confiáveis, corretxs, estudiosxs de sempre. Seu filho é um lindo e ama, independente da pele que habita a pessoa que ele ama. Amar incondicionalmente filhxs LGBT é o mote de Mães pela Igualdade. Você vai ter a força de uma mãe para lidar com isso! Estamos com você!

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  10. Eu sempre preferi a morte do q saber qcmeu filho eh gay sim o meu eh gay e preferia ter morrido antes

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    1. Lamento, Beth. Só posso lamentar por você. Desejo que seu filho continue sendo feliz e saudável apesar de você.

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  11. Olá meu nome é Lázaro , hoje tenho 20 anos mas o meu conflito começou bem antes , descobri ser Gay aos 12 anos , e como ? Eu era apaixonado por uma linda amiga de infância até seu irmão me beijar desde então comecei a perceber que eu era diferente , meus país são separados desde que eu tinha três anos de idade e eu tenho uma irmã onze meses mais nova que eu (hoje ela tem dezenove ) desde o dia em que eu descobri a minha sexualidade começou um conflito imenso dentro de mim pois eu não queria aceitar ,e eu seria muito julgado com fui por minha cidade ser pequena e todo mundo conhecer todo mundo minha mãe é evangélica de uma igreja muito rígida e meu pai um típico machão ,mulherengo é preconceito , nunca fiz questão de esconder nada de ninguém mas também não tinha coragem de dizer a ninguém o que eu realmente era e isso é o que mais me dói ,aos dezessete conclui o ensino médio e resolvi mudar de cidade e de estado , eu sentia que aquela cidade era muito pequena e muito pouco desemvolvida para o meu coração e para os meus conceitos na sociedade resolvi então com dezessete me assumir pra minha mãe antes de me mudar e sair da casa dela , foi um baque e tanto ela chorou muito me abraçava forte junto a ela come se quisesse que eu voltasse pra barriga dela novamente , ela perguntou o porque é o pior de tudo é que eu não dei essa resposta pra ela até hoje por que eu simplesmente não sei , depois de chorar muito ela olhou pra mim como de tomasse todas as minhas dores e tirasse um fardo enorme das minhas costas dizendo essas palavras que eu jamais esquecerei : Independende de qualquer coisa e antes de você ser qualquer coisa Eu Sou Sua Mãe e Você é Meu Filho e Eu Amo Você . Eu não sabia o que dizer eu só sabia chorar ,mas não era um choro ruim como aquele que eu tentava silenciar todas as noites era um choro de liberdade eu me senti como se eu fosse uma imensidão de água rompendo os paredões de uma represa que me perdia e corria solto formando um rio , A minha Irma sabia desde os 15 por aí e sempre estava comigo ,eu não seria nada sem o apoio delas sem o carinho e sem o amor que elas me deram , eu fiquei longe da minha irmã dois anos depois que eu fui embora da minha cidade , hoje eu moro em São Paulo e minha irmã veio morar comigo e eu me orgulho muito disso ,me faz me sentir amado a minha mãe casou-se novamente e mora na Praia Grande com o seu marido e sempre que dá vamos visitá-la ,e ela também vem nos visitar quando da , outra coisa que me orgulho é de sempre ter trabalhado pra conseguir minhas coisas sempre enfrentei o mundo com coragem e não era uma coragem qualquer é Emanuela coragem que mesmo eu sabendo que não ia dar certo tentar tentar ou morrer tentando , há o meu pai ? Ele nunca quis saber de mim nem se eu estava vivo , ele tem outros 6 filhos (Que eu sei ) fora do casamento e a poucos dias entrou em contato comigo disse que sente saudade de mim e que me ama ,isso não o faz um grande pai pois tive que esperar vinte anos carregando o peso de ser odiado por um pai sem eu ter feito nada de errado ,por outro lado fico aliviado por ele ter descoberto o que significa Amor paterno ,mas ainda não consigo dar espaço pra ele em minha vida ...quem sabe com um tempo eu amoleço mais o meu coração acho que ele pode esperar um pouco afinal eu esperei vinte anos , tá aqui um pouco do meu desabafo de vida , se fosse contar tudo eu poderia escrever um livro ou uma novela ,Bjs Lazaro !

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  12. Gostaria de saber se aqui em SP existe grupos de apoio aos pais de pessoas trans,gays,homossexuais?ou até mesmo grupo em facebook ou wthazap? meu email martacem14@gmail.com

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